além de ser aniversário da minha avó e da minha prima.
além de ser miha colação de grau.
além de ser dia do securitário (e feriado para mim)...
hoje é dia do professor!
ao pensar em professores, você automaticamente lembra da sua professorinha que te ensinou a ler, a fazer contas. que te deixou em recuperação. lembra tbm daquele professor camarada do colegial que te fez gostar de alguma matéria. dos professores da faculdade (picaretas ou não). do seu professor orientador do TCC.
agora tem um grupo de professores que passaram por nossas vidas e a gente "quase nem tchum" para eles.
tenho que te contar uma história.
sexta feira peguei um onibus na Av. Faria Lima para voltar para casa e logo no ponto seguinte entraram alguns mocinhos com uniformes esportivos do clube Hebraica. eles se alojaram em um canto perto de mim no onibus lotado, e como eu estava sem meu mp3 e um livro, tive que recorrer ao meu passatempo nº 3 dentro de transporte público: escutar a conversa dos outros. meu alvo: os mocinhos de uniforme esportivos.
logo confirmei que eles praticavam esporte.
ai percebi que eles não eram dos times do Hebraica, eles eram instrutores de educação física infantil do clube.
instrutores de ed. física = professor de esporte = tio(a) da natação/ futebol/ basquete/ vôlei/ dança, etc.
eles estavam conversando sobre os alunos deles, turma de crianças de 5 a 8 anos que começavam a praticar esportes. Falavam da evolução dos alunos.
uma aluna deles, a Naty, de 7 anos, em agosto morria de medo de pular na piscina, agora ela já atravessa toda a raia com a prancha sozinha. E do Dudu, aquele magrinho, 5 anos, que no começo do ano se recusava a tentar boiar e nem entrava na piscina; ele agora tá todo dia na aula de natação e está até mais alto. "o lance não é cobrar, é trocar uma idéia, mostrar que não tem perigo, você tem que estar ali perto".
tinha a Aninha, irmã da Paula loirinha, que estava no jogo queimada e começou a chorar na quadra porque tinha medo da bola. entrou em panico, tadinha! mesmo conversando não teve jeito, conversaram na coordenação do curso e ela trocou as aulas com bola pela aulas de dança e expressão corporal. "tem que prestar a atenção se criança gosta de coletivo."
esportes coletivos podem estimular a competitividade na criança. é o caso do Cauê, que não aprendeu a perder. isso é ruim, às vezes tem que até separar briga, porque ele bate nos meninos do próprio time. sabe o Guizinho que joga no gol? ele levou uns frangos e estava no time do Cauê; eles perderam. o Cauê foi lá e encheu um socão no Guizinho! a mãe do Guizinho foi até o clube reclamar. "às vezes não é competitividade demais, é educação que não vem de casa e infelizmente não é você que vai conseguir acertar."
então este post é para vocês, Tios.
que me ensinaram a pular na água e não me afundar, porque confiei cegamente em vocês.
que sacaram que eu não gostava de vôlei e me deixavam ficar na sala de aula lendo.
que me ensinaram ouvir o ritmo da música e dançar com ela.
que tentam todo dia educar estas crianças que tanto precisam de valores e exemplos porque os pais ficam o dia inteiro trabalhando.
Feliz dia dos professores.
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10.15.2007
5.19.2005
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*enquanto meu Outlook destrava.
Acordei gramatical esta semana.
Recebido por email:
¨Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido,feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e Zapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Crédito: Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife), que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
Acordei gramatical esta semana.
Recebido por email:
¨Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido,feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e Zapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.
Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Crédito: Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco - Recife), que obteve vitória em um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.
5.16.2005
Manifesto antigerundista
Lembre-se da seguinte regra gramatical:
O gerúndio NUNCA vem depois de um verbo no infinitivo.
Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando (recortar), estar imprimindo (imprimir) e estar fazendo (fazer) diversas cópias, para estar deixando (deixar) discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando (falar) sem estar espalhando (espalhar) essa praga terrível que parece estar se disseminando (disseminar-se) na comunicação moderna, o gerundismo.
Você pode também estar passando (passar) por fax, estar mandando (mandar) pelo correio ou estar enviando (enviar) pela Internet. O importante é estar garantindo (garantir) que a pessoa em questão vá estar recebendo (receba) esta mensagem, de modo que ela possa estar (esteja) lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta (se dar conta) da maneira como tudo o que ela costuma estar falando (falar) deve estar soando (soar) nos ouvidos de quem precisa estar ouvindo (ouvir). Sinta-se livre para estar fazendo (fazer) tantas cópias quantas você vá estar achando (ache) necessárias, de modo a estar atingindo (atingir) o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.
Mais do que estar repreendendo (repreender) ou estar caçoando (caçoar), o objetivo deste movimento é estar fazendo (fazer) com que esteja caindo (caia) a ficha nas pessoas que costumam estar falando (falar) desse jeito sem estar percebendo (perceber). Nós temos que estar nos unindo (nos unir) para estar mostrando (mostrar) a nossos interlocutores que, sim!, pode estar existindo (existir) uma maneira de estar aprendendo (aprender) a estar parando (parar) de estar falando (falar) desse jeito.
Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo (seremos) obrigados a estar emigrando (emigrar) para algum lugar onde não vão estar nos obrigando (nos obriguem) a estar ouvindo (ouvir) frases assim o dia inteirinho.
Sinceramente: nossa paciência tem estado (está) a ponto de estar estourando (estourar).
Um "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo (ouça) pode chegar a estar provocando (provocar) alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando (me responsabilizarei) pelos meus atos. As pessoas precisam estar entendendo (entender) a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando (entrar) na linguagem do dia-a-dia."
Labels:
educação,
inquietações
4.17.2005
Ritos de passagem
Não sei se isso acontecia em todas as escola, ou se ainda acontece. Lembro de estar na 3ª série e onde eu estudava era o ano em que poderíamos começar a escrever com caneta em nossos caderno. Durante 3 semanas, se não me engano, a professora corregia todoas nossas lições e cardernos e se você não tivesse mais que x erros ortográficos, no fim daquele período nos poderiamos usas canetas para registar nossa aulas.
Eu era alucinada para usar aquelas canetas bic, do estojo que tem uma rosa, duas roxas, uma verde e uam azul turquesa; por tanto eu passei aquelas 3 semanas apavorada pensando "e se eu não conseguir?", "e se eu errar demais? Não vou poder usar as canetas coloridas!".
Tudo bem que imaginação de criança vai longe, mas com o tempo os desafio ganham um maior grau de dificuldade. E eu continuo no "e se...?"
Hold your breathe and count to ten
just fall apart and start again
Eu era alucinada para usar aquelas canetas bic, do estojo que tem uma rosa, duas roxas, uma verde e uam azul turquesa; por tanto eu passei aquelas 3 semanas apavorada pensando "e se eu não conseguir?", "e se eu errar demais? Não vou poder usar as canetas coloridas!".
Tudo bem que imaginação de criança vai longe, mas com o tempo os desafio ganham um maior grau de dificuldade. E eu continuo no "e se...?"
Hold your breathe and count to ten
just fall apart and start again
1.11.2005
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