11.07.2008
Roubo de carro na Pompéia
Twittei na quarta a noite: roubaram o carro da minha mãe à mão armada aqui no bairro da Pompéia. (minha mãe tá bem, já passou o susto, o carro tinha seguro, levaram a bolsa dela junto)
Enfim, conversando com os policiais que fizeram o B.O. dela com os vizinhos e porteiros de prédios da região, meu pai ficou sabendo que desde setembro tem uma quadrilha roubando carro aqui na região e a abordagem é sempre a mesma: você ou está entrando no carro, ou estacionando, ou entrando em uma garagem; quando um homem bate no seu vidro, lhe ponta uma arma e pede gentilmente para você sair do carro porque ele precisa levar. Não importa qual é o carro, o da minha mãe mesmo era um modelo popular sem nenhum luxo.
Tomei a liberdade de fazer aqui no Google Maps o mapa da região onde esse bando está atuando segundo o pessoal daqui. São os quarteirões de trás do Hospital São Camilo da Pompéia.
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Fica a dica, se você passar por ali, a dica é usar o estacionamento do hospital para não ter que passar um susto desse. Além disso, sempre vale reforçar aqueles toques da polícia: em caso de assalto, não reaja, entrega o carro, avise ao bandido tudo o que você está fazendo ("Vou soltar o cinto de segurana para eu poder descer", etc). O importante é preservar a sua vida.
9.23.2008
era uma vez o dia mundial sem carro
no domingo a noite tive uma conversa longa com meu irmão onde invoquei todo meu poder de persuasão para convencê-lo de ir sem carro para o trabalho na segunda, dia 22.Convenci. Vitória! Fui dormir acreditando que estava salvando o mundo.
De amanhã eu e meu irmãozinho levantamos e fomos trabalhar, pegamos o mesmo ônibus, descemos no mesmo ponto e ele entrou a agência que ele trabalha (a 5 passos do ponto) e eu segui alguns quarteirões até a estação de trem Cidade Universitária, ali do lado da Praça Panamericana. Foi aí que eu reparei que tinha mooooooitos carros na rua! Muitos.
Epa! Mas não era o dia mundial sem carro?
Chegue ali no pé da ponte e vi que tinha CET's organizando o fluxo de carros no acesso da ponte! Todas as ruazinhas que o pessoal usa para cortar caminho para chegar lá estavam lotadas de carros. Tirei fotos para mostrar aqui.
Li no jornal que só metade das cidades que aderiram o movimento o ano passado toparam participa do movimento este ano novamente.
Cheguei a conclusão que paulistano é uma praga. Reclamam do trânsito, mas financiam um segundo ou terceiro carro em 70 vezes para usá-lo no dia do rodízio.
Há quem também reclama de transporte público é desconfortável. De certa forma ele tinha razão, mas não é nada impraticável. Afinal, todo dia eu chego no trabalho
Esse povo motorista se apega ao conforto, além de alguns ficarem bem sem-noção atrás do volante. Lógico que muitas vezes eu penso em um carro quando tá chovendo, quando o lugar é difícil de chegar, quanto eu estou carregando muitas coisas. Mas dá para viver numa boa, isso é fato.
Tenho certeza absuluta que temos muito para evoluir para conseguimos nos sentir motivados a deixar o carro em casa, mas não custa nada ir tentando desde já. Olha
que bacana que seria um mundo sem carro conforme o Barba postou no Ecoblogs.
3.23.2008
Continua trânsito...
Passou a Páscoa, e eu não estão aqui para reclamar como chocolate engorda, etc etc. Principalmente porque eu estou proibida de comer esse famoso docinho de cacau pela minha médica acupunturista (é isso?) já que ele desvia a energia yang do meu fígado, orgão que também retêm todos seus ressentimentos e mágoas (Viu só, o Gaveta também dá dicas para equilibrar seu corpo). Bom, mas se você morreu de comer chocolate no feriado, descubra como queimar todas essa calorias aqui. (mas volte para ler todo o meu post!).
Bom, aquela questão do trânsito da semana passada continua na minha cabeça, e descobri que outros tambêm se incomodam com o cenário como a Lúcia, o Jorge e o Pandão. Na quarta-feira passada fui com o Tamanaha visitar um programa lá da MAPFRE que ensina para crianças noções de segurança viária (fotos no Flickr EcoBlogs). E voltei para o escritório pensando se não é o caso de também mostrar para elas que carro não é a única alternativa de locomoção. Não tão simples, carro é status, é conforto, é objeto de desejo, no mais clichê: uma paixão. Paixão tão clichê que entope nossas ruas todos os dias.
Pensei em adotar uma magrela para distâncias menores, mas eu moro na Pompéia, cheia de morro. Preferível andar pé e pegar um ônibus dois quarteirões acima. Ai comecei a reparar que o relevo impede bastante o uso das bicicletas na cidade, restringindo aos mais atletas. Talvez bicicletários em pontos mais planos sejam uma solução bacana, como no corredor: Praça Panamericana – Faria Lima - Berrini. Ia, inclusive, aliviar uma pouco a lotação da linha Esmeralda da CTPM.
E olha que engraçado, desde o feriado do 12 de outubro passado, assisto no Tv Cultura um documentário muito bom sobre o trânsito de Porto Rico chamado Ilha da Sucuta. Sem brincadeira, encontrei esse filme passando na Cultura no 12 de outubro, no Carnaval desde ano e agora na Páscoa. Talvez seja um sinal divino pedindo para eu contar para todos que vale a pena assistir ao documentário, pois temos muito em comum com o modo portoriquenho de vida.
3.11.2008
meu, tá mó trânsito...
é assim que começa o desenho do Pateta no Transito, episódio da Mickey Mouse que eu me lembro inteirinho (e talvez tenha ficado tão traumatizada que não consigo dirigir). E todo santo dia eu vejo alguma cena na rua que me lembra Sr. Walker/Sr. Willer - o bom cidadão e o monstro.
Hoje aconteceu o seguinte: 18h45 da noite. Vila Anglo (leia-se emaranhado de ruas estreitas e de duas mãos paralelas às Av. Pompéia). Tem um guincho parado numa esquina entre rua estreitinha x e rua estreitinha y. Eu estava na rua y no carro com meu pai já a uns 3 minutos parados em um mini-congestionamento em UMA VILA! Na rua x tinha um Sr, em seu Fox prata que queria entrar na rua y no sentido contrário o qual estávamos. Só que, como havia um guincho parado a menos de 5 metros da esquina e com uma largura que ocupava metade da rua, não dava. Porém o amigo do Fox embicou o carro na rua y e ninguém já estava nela querendo seguir podia passar, a não ser que apertasse a tecla JUMP, mas os carros brasileiros ainda não vem com esta função. Logo toda a fila de carros que se formou na rua y começou a buzinar (dentro de uma vila) e virou aquele inferno até o cara do Fox entender que ele teria que dar a ré e esperar todos os outros carros passarem para ele entrar na rua y. Bom, assim ele o fez e ainda escutou todos os motoristas que estavam na rua y xingá-lo. (admito, meu pai não se conteve e mandou um: "velho babaca!")
Agora pensa. Faz uma semana que estamos batendo o record de transito na cidade diariamente. Estamos emplacando mais de mil carros por dia. E ainda temos gente estúpida atrás do volante que para um guincho numa rua estreita perto na esquina, ou resolve obstruir a passagem parando o fluxo, ou que resolver buzinar e gritar pq tudo parou. Temos congestionamento em UMA VILA! Como??!!
São Paulo não aguenta mais tanto carro. O rodízio não adianta mais porque os financiamentos para comprar "o carro do rodízio" estão super flexíveis (ou vir dizer que fazem em ate 60 meses!).
Ai vêm me dizer que tá transito, que tá muito quente, que chove demais, que o ar tá seco demais....e quando eu falou que ando de ônibus/trem/metrô, me olham com cara de espanto e perguntam: "mas, não demora?", "não é quente?", "não e cheio?". Respondo: tão demorado, tão quente e tão cheio quando a 23 de maio parada todos dias. Só que com o trem é certeza que em 40 minutos eu vou ou volto do trabalho; e ainda vou lendo.
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Para quem ficou com vontade de ver o Pateta, ai vai:
12.19.2007
i could save the world

